quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Calmaria.

A calmaria tomou conta do meu ser. As sombras não são mais a maioria. A luz é a única que predomina em mim. Não consigo descrever o que estou sentindo. Os dias não são perfeitos como eu quero que sejam. Às vezes não os sinto passar.

Essa calmaria está me deixando impaciente. Todos gostariam de ter a calmaria dentro de si. Mas não a calmaria que preve um acontecimento. Malditas premonições sentimentais, elas me deixam louco. Só uma coisa sei, algo irá acontecer e os dias deixarão de ser calmos.

Está ficando agonizante a cada instante. Meus olhares não possuem mais emoção. Acho que só estou vivendo e o tempo só está passando. Tento encontrar algo para que isso passe, mas nada adianta. Não te ter 24 horas torna os dias mais secos e frios. Tento esquecer tudo o que minha mente possa criar. E pensar no objetivo que me importa. Os seus olhos quentes e seus lábios sedutores.

Uma dúvida predomina em meus pensamentos tão vazios. Qual será o segredo para tê-la em meus braços eternamente? Não sei, mas irei descobrir.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Tarde azulada.

Em uma tarde azulada, o meu brilho nos teus olhos eu encontrei. Durante alguns minutos, nenhuma frase foi dita. O seu olhar dizia tudo, expressava todo o seu interior. Meus olhos acompanhavam cada traço do seu rosto. Me senti seguro novamente. Encontrei um saída para um novo caminho: O caminho da alegria. Uma tarde repleta de risos, sorrisos, tapas, arranhões, beijos e nomes estranhos. O sol era ofuscado pelo brilho do seu sorriso. As flores perdiam a cor perto do seu olhar. Como um amendoim coberto de chocolate eu era o seu amendoim. Serei completamente seu. Eu não queria que aquele momente nunca mais acabasse, mas se não acabasse os melhores que estaria por vir nunca chegaria.Um último beijo foi dado, um beijo doce, suave ao mesmo tempo intenso, moleque, natural, quente e intrigante. Meus lábios eram conduzidos ou conduziam, meus pensamentos tinha epavorados, eu pensava somente em você. Um aceno de despedida e nada mais. Eu já nao estava mais em si, mas eu tinha certeza de uma coisa. Eu te amo.


sábado, 7 de novembro de 2009

O caminho da inexistência.


Mãos trêmulas, coração apertado. Desejo a morte, que ela venha. Sem o seu amor não há vida. Será esse o meu lado sombrio? Não é somente o que quero. Quero não viver, inexistência. Sinto fortes pulsações no meu peito. Errar é humano, mas agora isso não importa mais. Errei com quem eu deveria mais acertar. Por um simples gesto falhei.
Mas desculpas não importam mais, já ocorreu. Eu lhe perdi, a perdi na escuridão de uma noite sem lua. Lua essa quem sempre irá me guiar, uma lua que me conforta.
Estou caminhando em um rumo. Para onde? Não sei. Só sei que o caminho é seco, frio e muito sombrio.

O caminho da inexistência.



Perdoa-me?

Peço a minha inexistência, minha invisibilidade, uma capa de morte e um punhal sangrento em minhas mãos. Desculpas não pedirei, o ser que a pede repetirá tudo novamente.
Peço-lhe perdão, perdão por não conseguir ajudar-te quando era preciso. Perdoa-me por não poder conter as lágrimas em tua bela face. Perdoa-me por não estar ao teu lado quando precisaste. Peço-te um perdão sincero, um perdão do meu âmago.
Inevitavelmente tornei-me inútil. Em coisas simples fui um medíocre. Quero tornar-me invisível para que não olhe nos meus olhos, pois não conseguirei olhar nos teus, os teus olhos não merecem a visão de um completo idiota e imbecil. Uma pessoa explêndida como você, um bastardo como eu não a mereço. Torno-me incapaz de olhar para ti outra vez, não sou dígno porque errei.


Só te peço uma única coisa. Perdoa-me?!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

1 mês.

Um doce aroma no ar. Um leve suspiro. Um enorme arrepio. Um primeiro tocar de lábios.
Um primeiro abraço de amor. Um primeiro olhar apaixonado. Um outro suspiro.
Um leve brisa toca em seu rosto. Um tempo que foi, está e estará eternizado.
Um dos melhores momentos da minha vida. Um atraso travesso. Um dia, um instante.
Tudo se resume em um. Um é o símbolo do único, do inevitável, do inacreditável,
Do surreal, do incrível. Um único amor, você.

Feliz 1 mês do primeiro beijo - 28/09/09

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Outono.





Eternamente foram os dias que passei sem você. A saudade me consumia, dilacerava, corroia o meu ser.

Me senti fraco precisava de você. Como folhas cálidas, alaranjadas que despencavam das árvores, era outono, o meu outono.

Uma única nuvem em meio aquela imensidão azulada, como uma mancha pintada no céu.

Isolado, sombrio, caído, triste, frio e abatido. Era tudo o que parecia ser, era tudo o que eu era nesse momento.

Faltavam apenas dois dias, a dor era insuportável. Noites sem dormir, tristes, secas ou úmidas, noites de olhos abertos.

Olhava para o meu teto, um céu sem estrelas, nem se quer uma lua para a minha companhia.

A chuva leve e fria descia sobre a minha janela, ela sentia a minha dor. Um vento tenebroso, parecia não ter mais fim.

Somente um dia restava, já não existiam forças dentro de mim. Estava em pedaços, o único motivo para continuar era você.

Iniciava o começo e fim de mais um outono na minha vida.


domingo, 4 de outubro de 2009

Lágrimas.

Ouço o som da chuva nessa triste madrugada.
Eu sabia que não estava só, tinha comigo as lágrimas.
As lágrimas não eram somente minhas.

Eram lágrimas de uma nuvem solitária, de uma noite fria e silenciosa.
Lágrimas de saudade, pelas amizades que sei que um dia irão partir.
Lágrimas de dor, por ter sido traído, por ter confiado, porque as vezes é necessário mentir.
Lágrimas de tristeza, por saber que um dia você poderá ir.
E não ter conseguido terminar aquela promessa, que seria para sempre.
Lágrimas de angústia, por tentar ser o que já fui e nunca conseguir.
Lágrimas de alegria, saber que você e meus melhores amigos estarão sempre no mesmo lugar quando eu precisar.

São somentes lágrimas e nada mais.
Lágrimas que caem ao chão, fazendo um som ensurdecedor.
Mas os únicos que conseguem ouvir são aqueles que sabiam o que eram as lágrimas.