segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Entrelinhas.

Seria um tiro no meu próprio pé ou um adiantamento exagerado do tempo? Corremos quando deveríamos somente caminhar ou estamos no mesmo compasso dessa dança? Em meio a tantos devaneios eu me perdi mais uma vez em meus pensamentos. Devo ficar por aqui alguns dias, preciso acalmar toda essa euforia e agitação na alma.  A vida é feita totalmente de detalhes, uma determinada cor, um desenho típico e até mesmo as palavras não ditas, escondidas em sorrisos e abraços demorados.

Dificilmente minhas entrelinhas serão tão simplórias como você imagina, às vezes elas são explícitas outrora imensamente escondidas, como um tesouro a ser encontrado e algumas delas você nunca irá conseguir entender. A complexidade de sentimentos é mais intensa do que até mesmo o dono delas possa entender.

"Se você quiser me conhecer e me encontrar é nas minhas entrelinhas que irá me achar."

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Atemporal.


Tudo se tornou tão atemporal, pensei que poderia controlar quando sorrir, quando te escrever e descrever. Achei que saberia o tempo de lhe dizer belas palavras e de quando silenciá-las, mas me enganei. Pensei poder controlar o tempo em que as batidas do meu coração irão acelerar por ti, mas nada disso consigo fazer.

Essa atemporalidade se apresentou a mim como um simples sorriso, simples e encantador. As curvas do seu rosto se aformoseiam quando sorri é como uma explosão de fogos de artifícios em pleno ano novo chinês. Te ver feliz me faz mais feliz. 

Essa felicidade tem cor e verde é a sua cor. Meus olhos se transformam em verdes, o seu olhar faz os meus se dilatarem e uma grande dose de felicidade é despejada em mim. Nos estamos nos movendo juntos, alguns passos descompassados como uma dança que somente nós sabemos fazer.


"Quão atemporal meus pensamentos se tornaram e acabo pensando em você até mesmo sem querer ou seria um querer que a minha alma esquece de me dizer?!"

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Vulnerabilidade.


Eu achei ter esquecido o caminho que as palavras percorriam no meu coração, mas a verdade é que me sentei a beira desse caminho e me deparei com a paisagem ao redor. Eu fiquei fascinado e deslumbrado com tudo que via fora do foco do meu caminho, pensava como havia perdido tanta coisa sem observar ao meu redor. No meio dessas observações, alguém me puxou pela mão e disse que havia mais para se observar, que eu deveria seguir mais a frente, ficar parado seria uma ilusão.

No meio de tantos olhares, eu me esbarrei no seu, eu fiquei atônito, totalmente sem reação. Achei que tudo aquilo seria algum projeto ilusório da minha mente, mas não era. Nunca pensei que em meio a um caos, eu encontraria um ponto de paz.

Em meio a essa paz, me encontrei sem escudos, meus sentidos dizem que não é necessário me defender nessa guerra e isso me tornou vulnerável mais uma vez. A vulnerabilidade é cruel, pois ela te deixa totalmente a mercê de todo o sentimento escondido, ela te deixa desprotegido de quem de fato você é.

Esse guerreiro está sem a sua armadura, afinal, é mais fácil escalar um castelo para te encontrar sem todo o peso dessas defesas. No entanto, essa armadura esconde as cicatrizes de guerras passadas, de vitórias bem-sucedidas a derrotas depressivas. Espero que elas não te assustem, mas foram elas que me tornaram quem sou. Não perdi a minha essência, mas aprendi a me desviar de algumas armas letais. Embora, escrever me faz ser vulnerável a você.

“Escrever é um deleite, outrora, um martírio.”

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Eu não sabia.



Eu não sabia que iria doer tanto. Se eu pudesse, viajaria no tempo para dizer a mim mesmo para demonstrar um pouco mais. Eu não sabia que era possível sentir tanta falta de alguém assim. Ei destino! Se foi com toda essa profundidade que eu o feri, me perdoe, eu não estava em mim. Por favor, faça isso parar, me dói não estar com você.

Eu ainda penso em nós, mesmo que seja em nossos próprios nos, enrolando os nos pés e brigando pelo único edredom, rindo e discutindo por algo qualquer. Eu só consigo sentir saudades e viver de memórias, me lembro de cada sorriso que lhe dei e de cada sorriso que fiz nascer em você. Eu lhe prometi que você seria feliz e irei fazer de tudo para cumprir.

"No fim, o que me resta é ainda te amar, sem saber se ainda há reciprocidade em você."

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Quando eu te ver.



"Eu nunca precisei de ninguém perto de mim, caminhei sozinho. Eu sempre pensei assim até o dia que te conheci."

Quando eu te ver, eu irei te esmagar em meio aos meus braços e abraços, te fazer cócegas e te contar todas as minhas histórias mirabolantes. Quando eu te ver, irei restabelecer a minha segurança e confiança, eu irei sorrir e sei que será o sorriso mais sincero e verdadeiro que terei dado desde o dia da sua partida. 

Espero ficar um tempo ali no seu abraço, sentindo o seu cheiro, sentindo o bater do teu coração. As batidas do meu coração irão encontrar as do teu, podem até seguir um ritmo descompassado, mas serão intensas, dançarão atrapalhadas até o coração sorrir.. Espero não te perder, afinal, não quero te perder. Não te deixarei ir para longe mais uma vez, não te quero longe de mim, na verdade, eu nunca quis, mas você se foi. Quando eu te ver, será como a primeira vez e direi mais uma vez que preciso de ti.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Encontrei.



Eu encontrei. Encontrei quem me provocava risos espontâneos. Encontrei um alguém que sorrir com os olhos, mas você se foi. Deixou meu coração nas mãos, ferido. Eu queria te olhar nos olhos e dizer que gosto muito de você. Que meu coração se encantou com o seu, mas o medo, aterrorizador, perturbador, um medo incontrolável lhe fez partir.  Me fez permanecer intacto, estagnado, você mudou minha rotina, meus pensamentos, meus dias, mas nunca irá saber o quanto um simples gesto teu me faz sorrir. Nos encontramos por um quase "acaso", sabendo eu que acasos não existem, mas foi interessante a forma como o tempo me fez crer e perceber que posso encontrar um alguém que me faz sorrir além dos sorrisos diários, alguém para compartilhar abraços. Mais uma vez.

"Eu te encontrei e desencontrei e cá estamos nós, sem entender e saber quando iremos nos encontrar mais uma vez, a única certeza é que meus olhos irão sorrir quando te ver como na primeira vez."

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Ansiedade imperdoável.


Eu quebrei. Mais uma vez quebrei. Desta vez não foi ao toque, foi sem um mísero contato. Quebrei a cara, o coração e a alma. Desesperei com o que eu achei que seria incrível. Mas o incrível é a ansiedade que é perpétua em mim. Eu não deveria ser um vulcão de emoções prestes a se eclodir, eu sei que deveria ir aos poucos, um passo de cada vez, mas ao olhar nos teus olhos, meu coração acelera como se tivesse acabado de correr uma maratona. Depois da excitação, eu me encontrei sentado olhando novamente para ti. Meus olhos devem dizer ou pelo menos deveriam falar para você, mas sequer ouço o seu respirar.

Me encontrei mais uma vez triste, despreparado, como uma criança sem saber o que fazer em meio a uma crise. Tento dizer ao meu coração que é só mais um dia ruim, mas ruim para quem? Para ambos talvez. Eu queria poder te entender, mas nenhum som ecoa de ti. Não se sinta estranho, mas estou me afastando para que os nosso olhares não se colidam, pois sei que desta vez não vou conseguir conter as minhas lágrimas, não provocadas por você, mas por lembranças ruins. Ss teus olhos são iguais aos da minhas lembranças e quando relembro, me entristeço.

“Não se preocupe se eu chorar em silêncio. Tudo vai ficar bem, dizia a alma ao coração. Quem me dera acreditar nisso verdadeiramente."