
Posso parecer um louco e talvez eu até seja. E possivelmente eu esteja me tornando paranoico. Doido, alucinado e maluco. Maluco pelo que sinto e por isso converso com a lua, uma companheira que mesmo quando está se renovando aparece para eu possa somente olhá-la. Tento através dela chegar até você e fico na esperança que você esteja do outro lado falando comigo também.
Converso com a lua e ela se tornou a minha amiga faz muito tempo e nessa intimidade as minhas lágrimas e a minha voz seca e quase sem som se tornam os meus sentimentos, as minhas dores.
Passo horas sentindo e ouvindo o frio e a solidão cantando músicas de ninar para minha mente e eles somente param quando conseguem acordar as minhas lágrimas. Às vezes a lua consegue evitar que isso aconteça com o seu brilho, mas em outras vezes isso é inevitável. As lágrimas batem dentro da minha alma com a mesma intensidade e tristeza de um filho que perdeu sua mãe dentro de uma loja. O desespero de te perder me levou a loucura.
"Não me sinto capaz de culpá-la pela minha dor, mas agradeço por ter algo ao meu lado, sempre."






